sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"Fidelidade cônjugal" quem está certo afinal?


A seguinte pesquisa apareceu na revista Galileu:

Os russos não consideram traição um caso durante uma viagem. Já para os japoneses, pagar por sexo não é trair. Sexo oral não é traição para o ex-presidente dos EUA Bill Clinton. E para você, o que é traição?

Variadas respostas ao assunto em questão foram dadas, a grande maioria condenando esse “ato perverso” como fruto de uma personalidade que carece de qualquer valor moral e implausível de perdão.
Essas opiniões estão certíssimas se o assunto for abordado apenas sob o prisma da sociedade ocidental.

Segundo o dicionário Michaelis, infidelidade é definido como:
“Transgressão da fé matrimonial, ou do dever de fidelidade, comum aos cônjuges”.
Ao verificar esta definição fiquei me perguntando como esta mesma palavra é tratada nos dicionários do mundo oriental.

Para entender melhor o porquê da minha reflexão, vamos dar um pequeno passeio por algumas civilizações diferentes da nossa....

Povos indígenas

O conceito de infidelidade, embora também existente entre os índios, é tratado com muito mais condescendência do que entre nós, o que pressupõe uma compreensão maior das necessidades sexuais humanas. Um exemplo disto é o fato de existirem diferentes tipos de casamentos, que implicam em contratos diferenciados.


O casamento considerado comum entre os Kayapós, por exemplo, ocorre quando ambos os noivos já são iniciados sexualmente. Promove-se uma festa na qual rapazes e moças formam semicírculos de fronte uns para os outros. A pajé (mulher) manda a moça escolher um marido. Ela então indica o rapaz de sua preferência.


Neste tipo de relacionamento não há obrigação de fidelidade conjugal para nenhum dos dois, até que resolvam consolidar o casamento com um filho. É uma espécie de casamento experimental. As mulheres kayapó com o casamento consolidado são respeitadas ou poupadas. Mas, ainda assim, os casais com filhos podem trocar de parceiros se houver uma sólida amizade: o amigo dele será chamado de ikamu (irmão) e a amiga dela será inikiê (irmã). A troca é anunciada publicamente pelos dois para dar uma satisfação à sociedade. Isto demonstra uma maturidade social muito maior do que o nosso adultério às escondidas (que ocorre apenas porque não admitimos a necessidade natural da poligamia). Os ikamu se despedem dos companheiros, indo para a casa do amante. A experiência pode durar meses.

No caso dos Carajás a infidelidade é proibida, mas há uma certa tolerância em relação as escorregadelas. No caso de a infidelidade ser descoberta a mulher pode dar uma desculpa do tipo: "Eu não queria, mas ele insisitiu tanto que não resisiti". Este exemplo, por si só demonstra que os índios reconhecem tacitamente a necessidade também da mulher em ter relacionamento extra-conjugais. Nesse caso o marido tem duas opções: pode comunicar o fato publicamente num discurso e abandonar a infiel ou contar o caso aos parentes dos amantes, cabendo ao irmão ou irmã aplicar uma surra neles. Essa punição simbólica redime o adultério e a sociedade não se sente mais ultrajada.

Fonte: O Amor Entre os Índios. Geográfica Universal, nº 240, Jan/1995. Bloch Editores

Afinal, quem era mais feliz?...O povo indígena e sua comunhão perfeita com a natureza ou os colonizadores, com o seu temor permanente pelas chamas do fogo eterno? Recordando que, nem mesmo o medo do inferno os impediu –mesmo tendo como credo a monogamia- de violentar não apenas uma mas, qualquer índia ou negra que cruzasse pelo seu caminho.

Islamismo

A Poligamia esteve sempre presente no Mundo, em todas as épocas e nações. É um fato histórico que Gregos, Romanos, Hindús, Babilónios, Persas, Israelitas, Árabes, Africanos, etc., etc., não conheciam limites no número de matrimónios e, portanto, podiam casar com várias mulheres. Não era imposta nenhuma condição ou restrição.
O Islão limitou esta poligamia ilimitada, então em voga no mundo, restrigindo-a com as seguintes severas limitações:

A atitude do marido para com todas as suas quatro esposas (limite máximo) deve ser tal que não dê aso ao ódio, ciúme, insatisfação, descontentamento e frustração a nenhuma delas, resultante da injustiça, crueldade, inclinação e parcialidade por parte do esposo. A completa paz, harmonia e tranquilidade devem prevalecer no lar como resultado de um estatuto inteiramente igual de todas as esposas, em todos os assuntos, ou seja, na alimentação, vestuário, moradia, cuidados médicos, estima, conforto, tratamento geral, afecto, etc. Se o esposo não puder pôr em prática esta igualdade, não lhe é permitido casar-se com mais de uma mulher. A este respeito, o Sagrado Alcorão diz claramente: "E se receais que não podereis tratar com justiça os órfãos casai com as mulheres que vos parecerem boas para vós duas, três ou quatro. E se receais que não podereis proceder com equidade com todas casai, então, com uma somente."(4:3)

O marido deve ter meios económicos suficientes que lhe permitam dar alimentação adequada, roupas, e satisfazer outras necessidades da vida a qualquer esposa.


Fonte: www.usislam.org/latinos/Portuguese

Agora me pergunto: cabe à sociedade occidental prejulgar e até mesmo condenar um preceito milenar levado a sério por uma cultura que não é melhor nem pior, apenas diferente da nossa e salientando que lá, essa lei é respeitada, enquanto que aquí, a percentagem dos que realmentem respeitam a lei monogâmica é irrisória?

Poliandria


A poliandria, forma de matrimônio de uma mulher com vários homens, que era praticada em algumas organizações matriarcais já extintas mas que, ainda acontece em algumas tribos remotas é bem menos conhecida e muito menos aprovada em qualquer tipo de sociedade. Afinal, a história da humanidade e de quem a escreveu é extremamente tendenciosa e a “mulher-deusa” foi sempre ignorada até seu desaparecimento total.

No entanto, vejamos o que acontece no remoto Nepal. Lá a poligamia é proibida, mas ainda sim praticada, principalmente em comunidades tribais. Na verdade, eles praticam a poliandria, já que geralmente quando uma mulher casa, leva o irmão de brinde! A justificativa é econômica, porque as terras são poucas e com apenas uma mulher, eles não precisam repartir os bens da família. Se forem 3 irmãos, o do meio costuma virar monge. Se forem 4, cada dupla se casa com uma esposa.

No Himalaia indiano, onde também é praticada a poliandria a mulher acaba escolhendo seu marido preferido e os outros têm que se esforçar pra conseguir um tratamento especial.

E assim vivem, juntos, felizes e em harmonia...Pelo menos assim o declaram...


Quem ou o que então nos dá o direito de acreditar que a civilização ocidental é melhor por impor aos seus cidadãos uma lei que, na maioria das vezes é ignorada, já seja com descaro ou, na maioria das vezes por debaixo dos panos.

Por outro lado, até em sistemas ditos democráticos, não seria esta lei uma maneira de coagir o ser humano na sua liberdade de escolha?


Os exemplos citados aqui e muitos outros que não mencionei sempre me fazem refletir sobre o que pode ser considerado certo ou errado...O que é afinal a chamada traição ou infidelidade? Quem tem o direito de julgar ou condenar quem? Deixando claro que me refiro apenas à chamada “fidelidade conjugal” e não à fidelidade em outros aspectos.

Por isso, é imprescindível manter a mente sempre aberta e não nos apegarmos de maneira obtusa aos preceitos, conceitos e leis impostos por uma sociedade que nunca foi e nunca será a única nem a mais perfeita neste pequeno e ao mesmo tempo vasto mundo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sobre a arte de escrever...


Tarde de quarta-feira...dia nublado e frio...

Hoje ao levantar, em vez de vir direto ao blog e começar a escrever decidi repassar alguns velhos arquivos guardados numa pasta do PC que contêm conselhos dados por grandes escritores para todos os malucos que, como eu, querem se dedicar a esta nobre arte, já seja como oficio ou como hobbie.

Como era de se esperar, além dos pontos em comum, existem algumas divergências entre esses escritores que acredito ser resultado da época em que viveram, do gênero ao qual se dedicaram e é claro, à sua própria idiossincrasia.

Em uma coisa todos concordam....”Leia MUITO”...”Escreva MUITO”...pois o aperfeiçoamento vem com a prática, assim como nos esportes...Escreva, e depois escreva mais, e assim você vai melhorar cada vez mais –diz Stephen King.

Outro ponto em comum encontrei em Seymour Menton e Ernest Hemingway quando aconselham a começar qualquer texto com uma frase curta e marcante, que capte a atenção do leitor pela sua concissão, originalidade e imprevisilidade.

Tanto é assim que o conselho anterior funciona que, Gabriel Garcia Márquez, um dos maiores escritores deste século na minha opinião, chega mesmo a declarar que decidiu ser escritor quando ao ler a primeira frase de A Metamorfose viu pela primeira vez que se podia escrever assim. A frase em questão é:
“"Ao acordar naquela manhã de sonhos perturbadores, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco inseto".

Já no que se refere às divergências é muito curiosa a que encontrei entre Anton Tchejov e Jorge Luis Borges.
Tchejov declara: “Nunca minta. A arte deve ter esta grandeza em particular. Pode-se mentir no amor, na política, na medicina, é possível enganar muita gente, inclusive a Deus, mas na arte não se pode mentir”
Já Borges relata: “...quando escrevo, escolho uma época distante em um lugar distante; isso me dá liberdade e posso fantasiar e até falsificar. Posso mentir sem que ninguém perceba...”


Curioso, não é?...Terei mais cuidado da próxima vez que leia Borges e estarei mais atenta às tais "falsificações"...

Alejo Carpentier e Hemingway evitam ao máximo o uso dos adjetivos em suas obras enquanto que George Orwel embora declare ser contra o uso exagerado de figuras de linguagem usa e abusa dos adjetivos em “1984”...Estou lendo esse livro atualmente e não leio mais de duas linhas sem que apareçam pelo menos dois adjetivos nelas.

Uns preferem escrever de manhã, outros são vespertinos e outros passam a noite em claro escrevendo...

Para finalizar acho que, embora existam técnicas para aperfeiçoar o estilo, depende da sensibilidade de cada um reconhecer quando e como escrever àquilo que têm a dizer sem preocupar-se a quem irá agradar. Mas...sem esquecer as sabias palavras de Gabo:
“Se nos entediarmos enquanto estamos escrevendo o leitor se entediará quando estiver lendo”

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Jogando pedra na cruz...

Há momentos na nossa vida em que nos sentimos tão desapontados e até mesmo desesperados por acontecimentos que não desejamos que não nos resta mais que repetir aquela velha frase: “Eu devo ter jogado pedra na cruz!!!!”...

No que se refere a mim, além de ter jogado pedra, acho que devo ter sido capanga de Torquemada, despejei Zyclon B nas câmaras de gás e quem sabe quantas barbaridades mais devo ter cometido em vidas pregressas das quais não me lembro...

Só teorias reencarnacionistas são capazes de explicar o por quê de tantos fatos desagradáveis que acontecem em nossas vidas sem que nós tenhamos feito nada aparente para que eles apareçam.

Dizem que colhemos o que plantamos, que o nosso presente é fruto das nossas escolhas no passado mas, eu sou uma prova viva de que essa teoria tem muitos pontos falhos.

Passamos por momentos e situações ao longo dos anos que nada fizemos por merecer, que nos fazem sentir injustiçados e que só superamos se fizermos das tripas coração....

Dizem que são karmas que devem ser aceitos com resignação para que em vidas futuras continuemos evoluindo ate alcançarmos o Nirvana...

Se depender da resignação com que venho aceitando meus karmas atuais me pergunto se numa próxima vida não serei algum general tirano que comandará uma terceira guerra mundial....Tá difícil!!!!....Haja paciência!!!!!!!!!!!!!!

THESE DREAMS

De repente lembrei desta linda e antiga música do Heart, "These Dreams"...

http://br.youtube.com/watch?v=7LLaeRUsWr0

Eis a tradução:

ESTES SONHOS

Poupe uma pequena vela, guarde alguma luz para mim. Figuras a frente, em movimento entre as árvores. Pele branca em linho, perfume no seu pulso. E a lua cheia que fica suspensa. Sobre estes sonhos na névoa. Escuridão na beirada, sombras onde estou parada. Procuro pelo tempo em um relógio sem ponteiros. Quero ver você claramente, chegue mais perto que isso...Mas tudo de que me lembro são os sonhos na névoa...

Estes sonhos continuam quando fecho meus olhos. Cada segundo da noite eu vivo outra vida. Estes sonhos que dormem quando faz frio lá fora. Cada momento em que estou acordada. Mais fora e longe estou...Será capa ou espada? Será primavera ou outono? Ando sem um corte sequer através de parede de vitral. Mais fraca a minha vista...A vela que seguro firme. E palavras que não tem forma. Estão caindo dos meus lábios...

Há algo lá fora, não consigo resistir. Preciso me esconder da dor. Há algo lá fora, não consigo resistir. A mais doce das canções é o silêncio. Isso eu tenho ouvido. Engraçado como os pés da gente, em sonhos. Nunca tocam o chão. Num bosque cheio de príncipes, a liberdade é um beijo. Mas o príncipe esconde seu rosto. Dos sonhos na névoa...

Alguém quer comprar sonhos????

Apesar de ontem ter sido um dia ensolarado e de parecer que continuaria assim pela semana inteira, hoje amanheceu bastante frio e nublado.
Como sempre acontece quando estou envolvida com alguma novidade, já seja um estudo, um passatempo, etc., sonhei a noite inteira que escrevia muitas coisas no blog. Parecia tão real que eu tive a certeza que quando acordasse -pois sabia que era um sonho- me lembraria de tudo....Infelizmente não foi assim....

Os cientistas deveriam inventar logo um chip que pudesse ser aderido na nossa fronte enquanto dormimos que filmasse e gravasse todos os nossos sonhos....De manhã era só inseri-lo no computador através de algum dispositivo criado para esse propósito e assistir a tudo como se fosse um filme....

Acredito que desta maneira, muitos problemas existenciais, questões mal resolvidas de um passado distante, respostas para assuntos que parecem não ter solução, avisos do “além”, premonições, etc., poderiam ser assistidos comodamente sentados na frente do nosso PC, notebook ou numa lan-house e assim desvendaríamos sem muito esforço nosso tão temido e misterioso subconsciente.

Dependendo do sonho –ou do pesadelo- poderíamos até vender os direitos autorais para algum cineasta de Hollywood ou para algum escritor...Eu mesma já tive pesadelos que superam em muito a filmes como “O sexto sentido”, “Os outros”, e a própria Samara de “O Chamado” e que se escritos, Stephen King ficaria com inveja!!!!

E aqueles sonhos luminosos, com passarinhos e borboletas coloridas, flores do campo, céu límpido e animaizinhos que são nossos amigos e brincam conosco, venderíamos para a Disney...Alguém já teve um sonho desses?...Eu, pelo menos que eu me lembre, nunca tive...Acho que eu só faria fortuna com os mestres do suspense....

Enquanto estou aqui escrevendo abobrinha o sol já saiu o que me faz lembrar dos meus “deveres” rotineiros...As vezes vejo o sol como um chefe bondoso mas firme que quando aparece é para me dizer: -Acorda pra vida!!!- Vai trabalhar!!!!!

Quando o dia está nublado e chuvoso é como se o astro rei tivesse tomado umas férias e todos os seus súditos não precisassem trabalhar...Aliás...sempre achei que dias frios e chuvosos deveriam ser decretados como feriados...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Panelas que inspiram...

Muitas vezes tenho me perguntado como é ou era a vida rotineira dos grandes escritores, pintores, escultores, pesquisadores, etc...E, no meu caso em particular, se alguma das famosas e grandes escritoras que tive o prazer de ler eram donas de casa...
Me parece extremamente difícil encontrar uma musa inspiradora no meio de montanhas de roupa suja e meias encardidas, panelas e mais panelas engorduradas, janelas e pisos que precisam ser limpos, a poeira que teima em aparecer sobre moveis que acabaram de ser polidos, etc, etc...
Essa não foi sempre a minha vida...Já trabalhei, já estudei, já viajei...Mas, como a vida dá muitas voltas, muitas delas alheias à nossa vontade, é este o serviço ingrato que ocupa agora grande parte do meu tempo.
Para fugir a esta realidade –além dos meus livros- procuro realizar as tarefas que me cabem –isto é, todas- de maneira automática, sem me concentrar no que faço, com a mente em lugares muito distantes...Contudo, o resultado final nem sempre é muito satisfatório...Roupas que saem da máquina mais sujas do que entraram....talheres que mesmo depois de “escrupulosamente” lavados ainda têm grudado um grãozinho de arroz que teima em não sair....janelas inexplicavelmente embaçadas mesmo depois de usar o melhor limpa vidros que encontrei no supermercado da esquina...sujeiras que fogem apavoradas de perto da vassoura e vão parar na parte mais visível da casa...
Estes fatos, para dizer a verdade, não me deixam muito frustrada....Desde pequena soube que um dos meus talentos com certeza não eram os afazeres domésticos...
Só espero que a musa que me levará a escrever algo de relevância algum dia não vá embora pelo ralo da máquina de lavar....Ou....quem sabe ela não estará escondida no meio da desordem de algum cômodo que eu tenha esquecido de limpar...

Por que um Blog?

Por que um Blog?
Hoje acordei desanimada...Eu não vou negar que adoro dias chuvosos pois eles me oferecem uma bela desculpa para ficar em casa fazendo aquilo que mais gosto...ler...
Mas, é impossível negar o fato de que o nosso corpo precisa mais do que apenas alimento intelectual...É evidente que ele também precisa de sol, ar fresco e exercício...Por isso, hoje tentarei deixar um pouco de lado os meus inseparáveis amigos –os livros- e me exercitar, mesmo que seja cuidando da casa...
A minha mente está fervilhando de idéias...Há nela milhares de assuntos sobre os quais gostaria de escrever...O meu maior problema é que essas idéias ficam fervilhando em forma de um redemoinho turbulento...Vejo até a imagem escrita de tudo o que quero escrever...passo constantemente de um assunto a outro porém, na hora de sentar aqui, esqueço aquilo que queria dizer.
Sei que grandes escritores ou, até mesmo aqueles que têm a pretensão de ser, devem andar munidos de um caderninho no qual vão anotando imediatamente tudo o que lhe vem na mente ou então, um pequeno gravador, como naquele filme, 1408, baseado no livro do mesmo nome de Stephen King, onde o escritor andava por todo os lados gravando o que via e pretendia escrever....Acho que este sistema funcionaria melhor para mim por ser mais rápido e funcional mas, ainda não me acostumo com a idéia de “ficar conversando” com um aparelhinho sem graça...Talvez ainda me decida a fazer isso...sei lá...
Por outro lado, uma das minhas virtudes, se é que tenho alguma, nunca foi a perseverança. Este terrível defeito terminou por prejudicar e até atravancar a minha vida em muitos aspectos e me gerou grandes frustrações. Por isso, não tenho nem idéia por quanto tempo continuarei com a idéia de escrever no Blog. Entretanto, talvez pelo fato de que um blog não precisa ter necessariamente um começo, meio e fim eu consiga persistir por mais tempo...Bom, chega por enquanto...Preciso preparar o almoço...

Dando o primeiro passo...

A vida de muitas pessoas está povoada dos mais variados sonhos...Mas, para que esses sonhos se tornem realidade e não fiquem apenas limitados ao universo da mente é necessário dar o primeiro passo...
É exatamente isso que estou fazendo agora...
Mas....será que o meu sonho era ter um blog???.... ....Não!!!....Claro que não!!!! Um dos meus sonhos é escrever...Transpor para um papel ou, neste caso, uma tela tudo o que penso sobre vários assuntos...Primeiro quero fazer isso para mim mesma...como uma limpeza mental...e quem sabe talvez, algum dia, minhas tímidas ou ousadas reflexões, venham a interessar a outras pessoas...
O importante é dar o primeiro passo...Keep Walking....


Adoro esta propaganda...foi uma das minhas fontes de inspiração...

http://br.youtube.com/watch?v=ORy-scrGk0Y